sexta-feira, 29 de abril de 2011

Capítulo 29

AVISO: Esta é uma obra de ficção, portanto, qualquer semelhança
com pessoas ou fatos da realidade é mera coincidência!
 

Capítulo 29 – VIDEO ET TACEO... Parte 01
"Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso." -Bertolt Brecht
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27 de Janeiro de 2009 – Terça


16h43min51seg – Allan levantou-se e em estado hipnótico pensou em voz alta:

- Estamos procurando uma mulher... Uma mulher bela e venenosa... Meu Deus!... Vídeo Et Taceo!...

16h45min05seg – Interfonou para o porteiro do “Residencial Carpe Diem”:

- Janjão... Me Faça um favor... Pare o primeiro táxi que passar, já estou saindo.


16h45min39seg – Caminhou para o banheiro, lavou o rosto e pensou:

“Andrei estava muito afoito... Deve ter descoberto muita coisa... É melhor ir logo... Não quero que seqüestrem meu amigo de novo.”

16h46min07seg – O interfone tocou. Allan pegou a toalha e enquanto passou no rosto, apertou no botão e disse:

- Pronto.
- Dr. Allan... Já consegui o táxi.
- Ótimo. Já estou indo.

16h46min06seg – Allan olhou para o sofá e viu o notebook do amigo.

“É melhor eu levar... Do jeito que Andrei está cheio de idéias, vai precisar dele.”
 
16h46min09seg – O interfone tocou novamente. Allan não quis atender, apenas pegou as chaves, pôs a sacola com o notebook embaixo do braço, fechou a porta e saiu.

16h48min11seg – Allan entrou no táxi.

- Pra onde, Senhor?
- Praça Olímpio Campos, ao lado da antiga “Rua 24 horas”.

16h48min12seg – Numa residência próxima ao McDonald’s da Avenida Hermes Fontes, os três homens que causaram o black-out no Hospital João Alves Filho encerravam uma reunião. 
 
Numero 1: - Arcada dentária?
Número 2: - Jogamos na ponte Aracaju Barra.
Número 1: - Afundou?... Você não pôs em nenhum recipiente para boiar não, né?
Número 2: - Não... E para garantir queimei também.
Número 1: - Muito bom.
Número 3: - Eu consegui as fotos... E já queimei.
Número 1: - Muito bom.
Número 1 e 2: - O que faremos agora?
Número 1: - Vamos esperar a entrega do “Dossiê” sobre o tal Lucas Andrei.
Número 3: - Para?...
Número 1: - O erro de vocês foi útil para atrapalhar as investigações, mas o Lucas Andrei ainda precisa levar um susto.
Número 2: - Não vamos mais matá-lo?
Número 1: - Sim... No momento certo.


17h23min18seg – Allan parou em frente à mesa da lanchonete no qual o amigo Lucas Andrei estava sentado. Pagou o táxi e desceu.

17h23min22seg – Sentou-se e pediu um suco de acerola com leite.

17h23min24seg – Pôs o notebook sobre a mesa, e o girou na direção de Lucas Andrei que imediatamente pegou a máquina e tirou da bolsa um cabo usb para descarregar as fotos que tinha feito das pistas do suposto suicida do edifício “Maria Feliciana”.

17h23min29seg – Allan acessou suas mensagens de texto do celular e mostrou para o amigo... Em silêncio aguardou o comentário do mesmo que tinha iniciado o processo de descarregar as fotos no notebook.

- Você não leu? – Perguntou Lucas Andrei.
- Li. – Respondeu Allan.
- Leia de novo.
-“Vejo, mas nada digo”.
- Você não entendeu?
- Entendi. É o significado de “Vídeo Et Taceo”.
- Epoche!
- Eu entendi que é uma referência a algum tipo de “lei do silêncio”, certo?
- Epoche... E mais outras coisas.
- Pois é... Confesso que fiquei um pouco confuso... Será que quem mandou quis me assustar?
- Epoche.
- Ou é uma simples brincadeira.
- Não é brincadeira Allan... É um aviso que nos depararemos com coisas e fatos que poucas pessoas sabem ou já viram... E o que descobrirmos não pode ser divulgado...
- Epoche... Entendo aonde você quer chegar... Você está suspeitando que essa pessoa não esteja preocupada com a resolução do mistério?... Está mais preocupada com a divulgação dos fatos relacionados a ele...
- isso.
- Epoche. Você está suspeitando do seu chefe, não está?
- Eu não disse isso, Andrei!
- Epoche que não. Mas você sabe que a “arcada dentária” só sumiria...
- Arcada e as fotos da perícia...
- Também... Por que você não me disse antes?
- Não pude. Dr. Uziel está de marcação cerrada comigo... Ele diz que você está pondo caraminhola demais em minha cabeça.


17h28min01seg – O detetive Lucas Andrei começou a sorrir.

- Longe de mim!... Quem está pondo idéias em nossa cabeça é o morto.
- Você apenas está ouvindo-o.
- Epoche. – Lucas Andrei deu uma gargalhada, mas em seguida ficou sério. – Allan, você sabe que a arcada dentária só poderia ter sumido a com intervenção de alguém influente e ligado à SSP, não sabe?
- Sei. Você está certo.
- Além disso... Já parou para pensar que é o primeiro recado do morto, ou pista, encaminhado para você?... Por que não para o meu?
- Realmente... Não tinha pensado nisso.

17h28min30seg – Muito sério, Allan pôs o celular no bolso e perguntou:

- Andrei... Qual a relação que “Vídeo et Taceo” tem com o nosso caso? Você disse no telefone que estamos procurando uma mulher... Uma mulher bela e venenosa... Você concluiu isso só por causa dessa frase?
- Também. Várias pistas nos guiaram a dois fatos que conduzem a momentos históricos que envolvem assassinato e intrigas protagonizado por uma figura feminina...
- E quais seriam?
- “Vídeo Et Taceo” e “Héracles”.
- Dá pra você ser mais claro?
- Epoche.

17h31min05seg – O garçom da lanchonete serviu o suco que Allan tinha pedido.
 
- Estou ouvindo.
- Vou por partes... O morto me disse muita coisa... Mal sei por onde começar.
- Que tal começar por “Vídeo Et Taceo”?... Vejo, mas nada digo.
- Epoche... É o mais lógico.

17h31min07seg – O detetive Lucas Andrei desconectou o cabo USB ligado à câmera fotográfica, guardou a mesma, e em seguida ligou o modem portátil de banda larga.



17h31min41seg – Andrei conectou-se à internet, entrou no site google e digitou uma palavra, deu um clique e ao se deparar com uma imagem  chamou Allan para sentar-se ao seu lado.

17h31min55seg – Allan arrastou a cadeira, e assim que viu o que o site mostrava, falou surpreso:

Resultado da pesquisa
- Elizabeth I? Você está louco Andrei?
- Epoche que não!
- Então me explica, que não estou entendendo mais nada!
- Foi Elizabeth I quem disse essa frase “Vídeo Et Taceo”... Pouco depois de ter sofrido por causa de uma tragédia que aconteceu numa Torre de Londres.
- Como assim?
- Vamos ao princípio: Elizabeth I corresponde a mais um “SS”.
- Como assim?
- Ela nasceu na data “SS” – Sete de Setembro, no caso,  de 1533. Ela foi educada pelos melhores professores humanistas da época, todos influenciados pelas idéias educacionais de Platão; sua educação foi tão completa e eficaz – e tão deslumbrante, que pode ser considerada a primeira personificação do ideal de rainha-filosófica de Platão.
- Hum... Estou começando a entender: (“SS”) + (Xadrez = Rainha + Rei ) + Filosofia.
- Epoche... E tem mais!
- Prossiga.
- Em seu leito de morte, Henrique VIII nomeou-a a terceira na linha de sucessão, depois de seu irmão mais jovem Edward e de sua irmã mais velha Mary. Mais tarde, Edward preferiu ignorar isso e, em sua morte prematura em 1533, indicou sua prima Lady Jane Grey como sucessora. Porém, a jovem Lady Grey não era páreo para a determinação de Mary Tudor, que mandou executa-la em 1554.

17h41min20seg – Allan, levantou o copo e deu sinal para o garçom que queria mais suco. Andrei tinha parado a leitura, mas prossegui quando Allan balançou a cabeça pedindo para que o mesmo continuasse.

- Preste atenção Allan: No mesmo ano, suspeitou-se do envolvimento de Elizabeth no complô de Sir Thomas Wyatt para depor Mary Tudor. Embora nenhuma prova tivesse sido encontrada contra ela, Elizabeth foi enviada para a Torre de Londres, um lugar de absoluto terror para ela, onde sua mãe fora executada sob a falsa acusação de traição (prática de adultério contra o rei era considerada traição), de incesto com seu irmão mais velho e de bruxaria).
- Um momento Andrei... Deixa ver se estou acompanhando: Elizabeth sofreu um trauma num importante ponto turístico: a “Torre de Londres”, tragédia esta causada por eventos relacionados a uma suposta traição... Sem falar que “Torre” e “Rainha” mais uma vez nos remete ao Xadrez. Temos então: (Traição) + (Jogo = Xadrez)
- Epochê! ... Inclusive enquanto estava presa, por não ter outro meio para escrever, ela riscou com diamante a seguinte mensagem: “Por mais suspeita que seja, nada pode ser provado”.
- Interessante. Entedi a a relação.
- Entendeu mesmo?
- Sim: “Video Et Taceo” quer dizer que o que veremos não deve ser dito, que existe uma mulher manipuladora que sofreu algum trauma relacionado a uma Torre...
- Epochê... E pra finalizar um fato importante: Logo após a prisão, Elizabeth I ascendeu ao trono... Obteve poder!
- Será que o suicídio na Torre-Edifício “Maria Feliana” levou ou levará alguém ao poder?
- Epoche! “A domino factum est et mirabile in oculis nostris”...
­- Você está de sanagem né, Andrei?

 

17h54min31seg – Lucas Andrei sorriu e disse:

- Epoche: “Este é o ato de Deus e é maravilhoso aos nossos olhos”
- Quem disse isso?
- A própria  Elizabeth I.
- Hum...
- Por que esse: “Hum”?
- Um pensamento que me ocorreu.
- Qual?
- Das duas uma: Ou quem mandou essa mensagem atendeu um pedido do morto,para que recebêssemos esse recado...
- Ou?
- Ou é um aviso de quem possivelmente seja responsável pelo black-out no Hospital João Alves Filho, o sumiço da arcada dentária, das fotos... e o atentado com o Corolla Preto.
- Epoche! Alguém está lucrando com aquele suicídio.
- Quem  Andrei?
- Ainda não sei... Mas vou descobrir!


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Quer saber o significado de cada pista encontrada pelo detetive Lucas Andrei na Praça Olímpio Campos? Quer saber quem são os três Homens que desejam eliminar Lucas Andrei? Quer saber se realmente existe uma sociedade secreta por trás de todo este mistério? Quer saber a relação do morto e Maria Geeda Petrúcia Leal e o passado da mesma com todos os eventos?... Então confira estas e outras respostas nos próximos capítulos da sua novela on-line “MENINA VENENO”!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Capítulo 28

AVISO: Esta é uma obra de ficção, portanto, qualquer semelhança
com pessoas ou fatos da realidade é mera coincidência!
 


Capítulo 28 – Começando o jogo: Aparência e Realidade... Última Parte
"Existem apenas dois modos de viver sua vida: uma é como se tudo acontecesse por acaso, a outra é como se nada acontecesse por acaso." – Albert Einstein
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27 de Janeiro de 2009 – Terça

6h13min07seg – Sócrates recebeu uma ligação. Assim que desligou se aproximou do Dr. Uziel e falou ao pé do ouvido. Diante da notícia que recebeu o diretor do COGERP disse:

- A entrevista está encerrada... Quando tiver novas informações comunicarei aos senhores.
 
6h13min38seg – Félix, Sócrates, Dr. Uziel e Allan saíram da sala. Curioso, Allan perguntou:

- O que aconteceu de tão grave?

6h13min40seg – Rangendo os dentes de tanta raiva, o Dr. Uziel falou:

- Roubaram as fotos do suicida!



14h30min00seg – O despertador do celular do detetive Lucas Andrei tocou.

14h30min01seg – Sonolento, Lucas Andrei olhou para o relógio de pulso e pensou em voz alta:

- Duas e meia... Passou rápido!... – Se espreguiçou - E pior que nem posso esticar o sono... Tenho muito que fazer!

14h30min28seg – Lucas Andrei dirigiu-se até o aparelho de som... Mas reteve o movimento ao perceber que começava a tocar a música: “Je crois entendre encore” de Bizet, com interpretação de Alain Vanzo”...

 
O detetive Lucas Andrei ficou alguns minutos parado... Imaginando o que tinha passado na mente do suicida do edifício “Maria Feliciana”... O sofrimento que ele deveria ter suportado... E chorou ao se dar conta que em algum ponto de Aracaju, quem o torturou e o traiu gozava dos benefícios da liberdade.

14h33min46seg – Andrei desligou o aparelho de som e num profundo suspiro pensou alto:

- Eu vou decifrar o seu segredo!

14h33min51seg – Lucas Andrei pegou o telefone e encomendou um táxi.

14h34min17seg – Tomou banho.

14h47min – O porteiro interfonou avisando que o táxi tinha chegado. Por coincidência, no exato instante em que o detetive Lucas Andrei tinha respondido à mensagem de Allan dando o significado de “Video Et Taceo”.

14h48min11seg – Lucas Andrei entrou no táxi.

- Vamos pra onde?
- Praça Fausto Cardoso!

14h48min12seg – O taxímetro foi ligado.

14h48min13seg – Andrei iniciou uma longa viagem até o bairro Centro.



14h49min14seg – Após interrogar o último funcionário do Instituto de Criminalística, Sócrates indagou:

- Então Dr. Uziel?
- Ninguém viu nada... Ninguém sabe de nada...
- O que faremos?
- Você falou bem Sócrates... Nós faremos... – Respondeu o diretor do COGERP.

 
14h49min15seg – Dr. Uziel abriu a gaveta da mesa do escritório e tirou a chave de uma viatura que costumava usar quando saía para resolver algum problema externo.

- O que o Senhor vai fazer Dr. Uziel? – Perguntou Allan.
- Eu não... Nós!
- Como assim? – Estranhou Sócrates.
- Ainda falta interrogar uma pessoa.
- Não Dr. Uziel... Já interrogamos todos os funcionários do Instituto de Criminalística.
- Não seja ingênuo Sócrates, ele quer interrogar Lucas Andrei, não é doutor?
- Como você adivinhou, Allan?
- Eu conheço o Senhor há bastante tempo para deduzir isso.
- E você sabe aonde ele está?
- Sei... Mas não acho necessário interrogá-lo.
- Também não acho. – Opinou Sócrates.
- Isso quem julga sou eu... Agora me diga, Allan... Aonde está o seu amigo?
- Na minha casa.

14h54min03seg – Dr. Uziel jogou as chaves da viatura na direção de Allan, que por ter um reflexo rápido as pegou no ar.

- Por favor, Allan... Você poderia nos conduzir até a sua casa? – Perguntou Dr. Uziel de forma muito irônica.

14h54min10seg – Mudo, Allan olhou para Sócrates que balançou a cabeça sugerindo que o mesmo atendesse a solicitação do diretor do COGERP. Depois de fitá-los alternadamente, falou:

- Só vou para o Senhor não pensar que não quero colaborar para resolver esse caso.
- Obrigado pela ajuda, Allan. – Dr. Uziel respondeu de forma bastante sarcástica.

14h56min39seg – Allan, ligou a viatura. Ele estava ansioso, mas não era por causa da viagem inesperada à sua moradia, mas sim devido ao fato de ter sentido a vibração indicativa da chegada de uma mensagem e não ter podido verificar imediatamente. Ele sabia que possivelmente era a resposta de Andrei sobre o significado de “Vídeo Et Taceo”, e estava agoniado para ficar só e lê-la com tranqüilidade.

14h56min40seg – Allan, Dr. Uziel e Sócrates partiram rumo ao “Residencial Carpe Diem” na zona de expansão.

15h03min21seg – Lucas Andrei desembarcou em frente à Ponte do Imperador. Efetuou o pagamento do táxi e começou a caminhar na direção da Praça Fausto Cardoso, abrindo bem os olhos para qualquer possível vestígio que indicasse algum recado do morto.
  
 
Allan pretendia ir diretamente para a Praça Olímpio Campos, mas o táxi daria muita volta e ele não queria gastar dinheiro à-toa. Também pelo fato de não ter um lugar exato aonde poderia estar a pista que ele acreditava existir. Por isso resolveu começar a sua busca à partir daquele ponto.

Estátua de Fausto Cardoso na Praça de mesmo nome
Como se tivesse sido atraído pela estátua que acenava com um chapéu, o detetive Lucas Andrei se deparou com a primeira pista do morto: Na inscrição do nome do homenageado, havia o primeiro “SS”. FAU
STO CARDOSO, sendo que cada "esse" estava com uma cor diferente das demais. Definitivamente, não era coincidência! Além do mais, ele lembrou do relato do moto taxista, “Boquinha” que enquanto lanchava no Bar do Meio, tinha dito: “teve uma hora que olhei pro céu e vi uma pessoa no topo do Maria Feliciana olhando pra baixo... Até tive a sensação de que nossos olhares se cruzaram... E o pior é que a pessoa me deu até um thauzinho...” (Ver capítulo 7 – 18h10min).

Naquele momento Lucas Andrei tinha entendido aquele gesto do suicida... Ele estava remetendo-se à Fausto Cardoso que também do alto de um ponto histórico acena às pessoas.

Outra coisa que chamou à atenção do detetive é que do ponto em que ele observava, teve uma visão interessante: O chapéu da estátua de FAUSTO CARDOSO também apontava para uma torre de transmissão de rádio como a que havia no alto do edifício “Maria Feliciana”... Mais uma vez “comunicação” entrava naquela história. Meticuloso do jeito que era, Lucas Andrei pegou uma máquina fotográfica que estava no bolso direito e tirou uma foto. Em seguida, tirou um bloco de notas do mesmo bolso, e anotou as impressões iniciais que teve daquela pista. 
 
Ao tirar os olhos do bloco de notas, e observar, um pouco distante, a Praça Olímpio Campos, enxergou  duas coisas interessantes: Uma espécie de seta  (grande âncora quase no finalzinho da praça Fausto Cardoso) e à direita, dois círculos adjacentes: O – O.

 
Lucas Andrei decidiu primeiro seguir a orientação do círculo, já que estava mais perto. O que havia na direção indicada pela estátua escolheu conferir depois.
 
Ao se aproximar dos dois círculos que conforme diminuía a distância se tornavam maiores, ele avistou no banco à frente dos mesmos, a confirmação da possível interpretação que imaginara.


Entre diversos tabuleiros de xadrez pintados nos bancos daquela praça havia um diferente dos demais, exclusivo, com um “SS” também em vermelho... Vermelho Sangue. E os dois círculos adjacentes simbolizados pelo “louro-da-grécia, além de remeter ao Olimpo e à competição olímpica... E por estar em frente a um tabuleiro com “SS” em vermelho só podia indicar uma coisa... Um roque... Um movimento típico do xadrez entre a Torre e o Rei... Como Lucas Andrei sabia que pela partida “Lasker “ o Roque só aconteceria no 7º e 18º lance... Aquilo só poderia significar: cuidado!
Após tirar mais fotos, e fazer novas anotações, Lucas Andrei seguiu na direção da seta-âncora e ficou eufórico ao ver um recado direto do morto: Uma frase com “SS” raspado.

“O BRASIL ESPERA QUE CADA
UM CUMPRA O SEU DEVER”

Com aquela frase, o detetive Lucas Andrei ficou extremamente feliz... Pois o morto  estava lhe dizendo que
esperava que ele cumprisse o seu dever: Resolver o caso. Extremamente motivado, iniciou a busca de pistas na Praça Olímpio Campos.

15h45min38seg – Allan posicionou a viatura na entrada do condomínio de casas em que morava, e perguntou ao porteiro:

- Andrei já esteve aqui?
- Já... E já foi!
- Ta vendo! Eu sabia! – Disse Dr. Uziel pegando o celular – Vou mandar prendê-lo agora!
- Calma Dr. Uziel... O fato dele não estar não quer dizer nada. – Ponderou Sócrates.
- Isso mesmo! – Irritou-se Allan – Amigo... – Mais uma vez dirigiu-se ao porteiro. – Sabe me dizer mais ou menos a que horas ele chegou e saiu? – Bem... Está aqui no livro.
- E eles anotam a entrada e saída dos moradores? – Perguntou Sócrates descendo da viatura.
- Sim... Foi uma solicitação minha na última reunião, convenci a todos que era melhor pra nossa segurança.
- Bem, está aqui... – começou a ler – Ele chegou por volta das quinze pra seis... E saiu mais ou menos faltando dez para três horas da tarde.

15h50min03seg – Allan começou rir descontroladamente. Irritado Dr. Uziel cancelou a ordem de busca à Lucas Andrei e desligou o celular. Sócrates quis saber o motivo do riso.

- Estou rindo porque Dr. Uziel sabe que pelas anotações... Quando ocorreu o furto das fotos, Andrei estava aqui, na minha casa... Sem falar que ninguém o viu por lá... E ele é muito conhecido pra passar desapercebido.
- Não vejo nenhuma graça nisso... Vamos embora... Allan... Quero você às seis na minha sala!
- Sim Senhor – Allan entregou a chave da viatura e entrou no condomínio.

15h59min22seg – O detetive vasculhou a entrada da Praça Olímpio Campos e não avistou nada. Percebeu que os ambulantes o observavam com certa curiosidade, talvez estivessem pensando: “Quem é aquele maluco olhando para o chão, os bancos... revistando a Praça?”

16h14min31seg – Lucas Andrei avistou a estátua do “SS” – Senador Sergipano: Monsenhor Olímpio Campos... E logo abaixo da mesma, uma “pichação” diferente, um SS. Era um sinal de que ele estava seguindo o caminho certo.

Analisando o que estava vendo, Andrei olhou a Catedral Metropolitana de Aracaju e não percebeu nada que chamasse a atenção ou que parecesse com algum recado do morto... Contudo, ao olhar a mão direita da estátua de Olímpio Campos e pra onde ela apontava, viu o prédio que estava na frente da torre que “Fausto Cardoso” indicava com seu chapéu. Ao se deparar com tal fato, o detetive não conseguiu conter sua alegria e acabou chamando mais a atenção dos curiosos.

16h19min01seg – Na frente do prédio, o detetive encontrou uma pista perturbadora: sete hexágonos que compunham o jardim daquela praça estavam pichados com o “SS”.

Aquela pista deixou o detetive Lucas Andrei Eufórico e perturbado ao mesmo tempo... Pois com aquela descoberta, o morto estava dizendo: “detetive, existe realmente uma sociedade secreta... e a minha morte é a causa da luta do bem contra o mal... Há traição em jogo... Vingança... Há muito poder e dinheiro em jogo”.



Ao traçar uma linha imaginária segundo o caminho apontado pelos sete hexágonos, o Detetive Lucas Andrei avistou uma águia se preparando para dar um salto no vazio... Se preparando para “voar”... Como o suposto suicida fez no edifício "Maria Feliciana"...
  
Ao se colocar diante do trajeto no qual a águia olhava, viu o edifício Maria Feliciana... E logo abaixo dele, um famoso ponto turístico de Aracaju, um tradicional vagão de trem... Para o detetive Lucas Andrei, era mais um “ss”:

EXPRESSO ABELHA

16h37min09seg – Lucas Andrei caminhou em volta do vagão.

16h37min40seg – Numa das janelas, escrito num vidro, avistou mais um “SS”... Em seguida subiu no encosto da escada, tirou uma lupa do bolso mais uma pequena espátula que usou pra raspar os espeçho e recolher uma amostra da substância. Ao verificar o material utilizado na formulação daquela pista, pensou em voz alta:

- Perseu... Epoche! Como não pensei nisso antes?!

16h37min42seg – Andrei guardou a amostra numa pequena bolsa, lacrou-a e guardou.

16h37min45seg -  Trêmulo e eufórico diante da descoberta, Lucas Andrei ligou para Allan:

- Allan?... Sou eu: Andrei... Vou falar rápido: Minha mente está fervendo... Tive um maravilhoso bate papo com nosso morto... Venha pra cá urgente!... Pra cá onde?... Aqui na Praça Olímpio Campos. Estarei na lanchonete em frente ao “Expresso abelha”... Rápido Allan!


16h41min25seg – Do outro lado da linha, sentado na cama, atordoado por ter sido despertado de um cochilo gostoso, Allan indagou:

- Que agonia é essa Andrei?... O que você descobriu?... Muitas coisas?... Como assim muitas coisas?... O quê?... Não pode ser!...


16h43min51seg – Allan levantou-se e em estado hipnótico pensou em voz alta:

- Estamos procurando uma mulher... Uma mulher bela e venenosa! Meu Deus!... Vídeo Et Taceo!...

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Quer saber quem roubou as fotos da perícia? Quer saber a interpretação de Lucas Andrei para o “Vídeo et Taceo”? Quer saber o significado dos ste hexágonos e qual a descoberta de Lucas Andrei? Quer saber se Guilherme vai resistir ao coma?... Então confira estas e outras respostas nos próximos capítulos da sua novela on-line “MENINA VENENO”!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Capítulo 27

AVISO: Esta é uma obra de ficção, portanto, qualquer semelhança
com pessoas ou fatos da realidade é mera coincidência!
 


Capítulo 27 – Adeus Guilherme... Última parte.
"A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas." - Leo Buscaglia
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VERSOS ÍNTIMOS - Augusto dos Anjos



Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro da tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

20 de Setembro de 1998 – Domingo

6h23min04seg – Enquanto se dirigia a UTI cardíaca, Dr. Gilvan tentou animar Dona Stéphanie:


- Estou admirado com a força da Senhora... Normalmente familiares desabam em momentos como esse... E num caso de perda recente de um filho, é no mínimo surpreendente.


6h23min07seg – Dona Stéphanie parou, deu uma longa inspirada e fitando o médico começou a falar com a forma doce que lhe era peculiar.

- Dr. Gilvan... O que tenho não é força, é  minha fé em Deus e na justiça da “Lei do amor”... Sinto um dor sim... Uma dor diferente... Saudade. Ao mesmo tempo... Uma sensação de paz por saber que meu afilhado, se por vontade de Deus, fizer a “passagem”... Apenas estará retornando ao mundo dos espíritos.

- Entendo. – Respondeu Dr. Gilvan encantado com a serenidade daquela Senhora.

6h24min15seg – Dr. Gilvan recomeçou a andar, e Dona Stéphanie continuou falando enquanto o seguiu.

- Sabe Doutor... Não é fácil pra mim. Perdi meu filho... E ver Gui... Um menino de ouro, neste estado... Não é fácil... Mas não é justo com meu Hélio, Gui... Nem comigo mesmo, que eu sofra ou que transpareça sofrimento... Pois o espírito é sensível à lembrança e aos lamentos daqueles que amou, pois uma dor incessante e irracional o afeta penosamente, porque ele vê nessa dor excessiva uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus... E isso é um obstáculo para o progresso ou quem sabe nosso reencontro.
6h26min44seg – O médico e a madrinha de Guilherme pararam em frente à entrada da UTI cardíaca do H.J.A.F.


- É melhor a senhora entrar sozinha. Não se preocupe... Eu estarei por perto.

6h26min47seg – Dona Stéphanie balançou a cabeça concordando e em seguida entrou. Ao ver Guilherme bastante abatido e com olhar de quem sabia que iria morrer, ela fez um esforço sobre-humano para não transparecer que à sua maneira também sofria, por isso  pediu apoio aos espíritos de luz.

6h26min51seg – Elda, mentora espiritual de Hélio, surgiu na sala provocando um arrepio em Guilherme e sua madrinha. Durante algum tempo ela ficou irradiando fluidos de amor e pensamentos positivos. Sentindo-se energizada, Dona Stéphanie começou a falar:


- Meu filho... Como você está?
- Melhorzinho.
- O médico disse que você queria falar comigo.
- Quero sim madrinha.
- Fala meu filho.
- Cadê meu irmão?
- Está com Zanza. (ver capítulo 18, 2h28min03seg)
- O que ele sabe?
- Nada... Preferimos não contar, ainda. Há poucos instantes falei com Zanza e soube que ele está dormindo.
- Melhor assim.

6h29min38seg – Guilherme tentou se sentar na maca. Mas por sentir muita dor acabou desistindo. Percebendo que o afilhado estava agoniado, Dona Stéphanie disse:



- Fique quieto, meu filho...
- Eu preciso falar, madrinha.
- Estou aqui...
- Eu sei que não passo de hoje.
- Não fale assim Gui... Confie em Deus!
- Eu sinto madrinha.
- Confie em Deus!
- Eu confio madrinha.
- Todos que te amam estão rezando por você!
- Sei disso madrinha... A senhora lembra da última vez que conversamos?... Logo após a morte de Hélio?
- Lembro meu filho. Falamos muitas coisas e até te convidei para ir ao centro espírita comigo.
- Se por milagre eu saísse daqui... Iria. – Sorriu sem graça.

- Não fale assim meu filho.
 

- A senhora lembra que me disse pra esquecer Geeda?
- Lembro.
- Lembra que eu disse que o problema que tenho com ela não é de ordem sentimental? Geeda é o tipo de pessoa que quando você conhece o que realmente existe por trás da máscara de mulher cuja fidelidade está acima de tudo, que se diz romântica o tempo inteiro, que se auto-proclama como mulher pra casar... Quando se percebe que tudo é uma interpretação, uma farsa... – Naturalmente a gente esquece... E agente agradece a Deus por ter nos aberto os olhos e ter nos dado força para tirar uma pessoa assim da nossa vida... Lembra que a senhora me perguntou se eu estava sendo sincero consigo mesmo?
- E você está?
- Estou. Madrinha... Na noite em que terminei com “aquela coisa”... Eu disse pra ela: “Geeda... De hoje em diante, nada do que você faça, deixe de fazer, pense ou deixe de pensar, me interessa... E é a mais pura verdade... Mas aquela menina é perversa... E não me deixou em paz... Eu não delirei quando disse que ela tentou me matar... Mas não tenho como provar!
- Meu filho esqueça!
- Madrinha... Eu queria te fazer um pedido.
- O que quiser, meu filho.
- Se eu morrer...
- A gente não morre meu filho... A gente se muda pra outra morada... Nos libertamos.
- Certo madrinha.

6h35min57seg – Guilherme, com muito esforço, levantou a mão esquerda e segurou a mão direita de Dona Stéphanie.

- Madrinha... Pelo amor e amizade que sempre tive por Hélio e pela Senhora... Por tudo que representamos... Pela amizade que a senhora tinha com meus pais... Se eu morrer... Se eu partir... Cuide do meu irmão. A senhora sabe que meu parente mais próximo é vô João Baptista... E ele mora na Paraíba... E é muito velho.

- Não precisa pedir Gui... Sei que a morte dos meus queridos amigos não foi fácil pra você nem pra nosso querido “sonhador”... Sei que ele precisa de cuidados.

- Obrigado... Sei que a senhora jamais nos abandonaria!
- Sempre olharei por ele... E o adotarei se preciso for. Não se preocupe.
- A senhora é maravilhosa.
- Se é só isso... Pode tratar de dormir um pouco.
- Não... Tem mais uma coisa!
- Que tal deixar pra quando você acordar?
- Não, madrinha... Sei que não passarei de hoje.
- Não fale assim! Desse jeito vou embora.
- Madrinha... Só queria pedir três coisinhas bem simples.
- Fala meu filho.
- Primeiro: Diga ao meu irmão... Que o amo muito!
- Ele sabe Gui.
- Diga que mandei um abraço e sempre zelarei por ele...
- Ele sabe...
- Segundo: Por tudo que é mais sagrado: Não permita que aquela criatura compareça ao meu velório e enterro. Eu não gostaria!
- Você está exagerando meu filho... Ela até pode ser mimada... Mas é apenas uma menina.
- É uma pessoa arrogante, manipuladora, mimada... Que se diz romântica, mas na verdade só gosta de ser bajulada... Ela não é uma simples menina... É venenosa... É uma Menina Veneno!
- Meu filho... Esqueça... Isso não está te fazendo bem!
- Por último madrinha... Eu escrevi uma carta com todos os podres daquela criatura. Tudo que ela fez a mim e a outras pessoas. Não escondi em casa... Escondi num local bem seguro... Quero que um dia esta carta seja entregue para meu irmão.
- Esqueça meu filho... Se concentre na sua saúde.
- Madrinha... Guardei a carta...

6h41min02seg – Guilherme percebeu que Geeda estava escondida atrás da parede à direita da UTI... E ao tentar falar para a madrinha o local em que guardou o “Dossiê” sobre Maria Geeda, teve uma falta de ar que acelerou os batimentos do coração...

06h41min05seg – Dona Stéphanie olhou pra trás e não viu ninguém.

6h41min09seg – Maria Geeda conseguiu voltar para a sala de visitas sem que Dona Stéphanie a visse e percebesse que foi espionada o tempo inteiro.

6h41min11seg – O monitor cardíaco começou a mostrar evidências de um novo ataque...

6h41min15seg – Guilherme brigou com todas as forças para sorver oxigênio mas não conseguiu.


6h41min16seg – Dr. Gilvan entrou rápido e auscultou o pulmão de Guilherme.


6h41min17seg – Um enfermeiro conduziu Dona Stéphanie pra Sala de visitas. Enquanto retornou, a mesma ouviu Dr. Gilvan falar:

- Edema pulmonar!... Crise hipertensiva... Administre oxigênio e nitroprussiato de sódio!


6h42min11seg – Em pé, na frente de um crucifixo grande, Maria Geeda Petrúcia Leal começou a rezar:

- Meu Deus... Não deixe que Guilherme morra! Ele não pode se livrar de mim facilmente... Ele não podia ter me deixado... Não podia me dizer aquela frase... Minha vingança está apenas começando... Me ajuda, meu Deus!... Me ajuda a terminar minha vingança... Ele tem que viver!... Tem que viver!...


6h43min25seg – Iniciando uma desesperada crise de choro, Geeda apertou as mãos com tanta força que quebrou unhas e sangrou.

- Você não pode morrer Guilherme! Não pode! Me ajude meu Deus!


6h43min26seg – Dona Stéphanie, por ter ouvido apenas o trecho: “Me ajude me Deus”, interveio:

- Ele vai nos ajudar... Quer companhia em suas orações?
- Claro Dona Stéphanie!
- Você é uma menina de ouro Geeda... Pena que Gui esteja transtornado.
- Eu não o culpo Dona Stéphanie... Eu só quero o bem dele.
- Sei disso menina.

6h45min39seg – Maria Geeda ajoelhou-se diante do crucifixo, segurou a mão de Dona Stéphanie e começou a rezar “o pai nosso.

- Pai nosso... Que estás no céu...

6h52min40seg – Ao puxar pela terceira vez as orações em nome de Guilherme, Geeda teve seu “show” de solidariedade interrompido pela chegada do médico.

6h52min41seg – Geeda e a madrinha de Guilherme levantaram.

6h52min53seg – Dr. Gilvan, encarando alternadamente as duas mulheres, começou a falar:

- Ele continua na UTI... A pressão sistólica ficou durante um tempo em 170... E foi abaixada pra não haver hipoperfusão dos órgãos... Ele corre risco de sofrer derrame, mais alguns infartos ou cegueira.
- Meu Deus! – Chorou Geeda abraçando Dona Stéphanie.


6h52min58seg – O bip que estava preso à cintura do Dr. Gilvan começou a soar. Ele voltou correndo pra UTI.

6h53min09seg – Dona Márcia após alguns segundos conseguiu acalmar Geeda que chorava sem parar.

- Geeda, não se despespere!
- Ele não pode morrer Dona Stéphanie! Não é justo!
- A justiça só pertence a Deus, Geeda.
- Eu o quero vivo Dona Stéphanie! Vivo! – Geeda abraçou-a mais uma vez.
- Vamos rezar: - As duas tomaram posição frente ao crucifixo da sala de visitas. – Pai nosso...

6h58min01seg – Geeda e Dona Stéphanie fizeram mais sete ciclos de oração.

7h36min12seg – Dr. Gilvan retornou com uma expressão facial muito séria.

- Dona Stéphanie... Guilherme teve um AVC... E entrou em coma.
- Meu Deus! – Geeda gritou pondo as mãos na cabeça.
- Não vamos desesperar... A esperança é a última que morre.
- Ele está em coma Dona Stéphanie! Coma! Coma!

7h36min15seg – Enquanto a alma de Guilherme se desprendeu do corpo, Maria Geeda Petrúcia Leal, inconformada por ter uma parte dos seus planos frustrado, ficou chorando sem parar.

 
  

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Quer saber qual é a frase que provocou em Geeda o sentimento de vingança? Quer saber o que diz o “Dossiê Geeda” e onde foi escondido? Quer saber se Guilherme sairá do Coma? Quer saber que sinais o morto do edifício Maria Feliciana deixou na Praça Olímpio Campos? Quer saber como andam as investigações sobre o suposto suicídio? Quer saber quais foram as conclusões do detetive Lucas Andrei sobre os novos fatos? Quer saber quem será a nova vítima de Maria Geeda Petrúcia Leal?... Então confira estas e outras respostas nos próximos capítulos da sua novela on-line “MENINA VENENO”!